Introdução
Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.
Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.
Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.
Entendendo a Mitologia Grega.
Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.
Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :
- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.
Αθηνά, transl. Athiná, em grego moderno, ou Athēná, em grego antigo) é a deusa grega da sabedoria, do ofício, da inteligência e da guerra justa. Há também quem grafe o seu nome como Palas Atena. Frequentemente é associada a um escudo de guerra, à coruja da sabedoria ou à oliveira.
Zeus apaixonou-se por Métis, tendo sido ela sua primeira esposa. Contudo, foi advertido por sua avó Gaia de que Métis lhe daria um filho e que este o destronaria, assim como ele destronou Cronos e, este, Urano. Amedrontado, Zeus resolveu engolir Métis. Para tanto, utilizou-se de um fabuloso ardil. Convenceu sua esposa a participar de uma brincadeira divina, na qual cada um deveria se transformar em um animal diferente. Métis, desta vez, não foi prudente, e se transformou numa mosca. Zeus aproveitou a oportunidade e a engoliu. Todavia, Métis já estava grávida de Atena, e continuou a gestação na cabeça de Zeus, aproveitando o tempo ocioso para tecer as roupas da sua vindoura filha.
Um dia, durante uma guerra, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça, e Hefesto, o deus ferreiro e do fogo, lhe deu uma machadada na cabeça, de onde Atena saiu já adulta com elmo, armadura e escudo - este coberto com a pele de Amaltéia. Atena ensinou aos homens praticamente todas as atividades, como pesca, uso de arco-e-flecha, costurar (algo que ela fazia como ninguém),dançar, e, como havia saído da mente de Zeus, sua marca é a inteligência. Atena também é muitas vezes vista segurando em uma das mãos uma pequena imagem de Niké, a deusa da vitória.
Quando Atena e Poseidon disputavam o padroado de uma cidade importante, estabeleceram um concurso: quem desse o melhor presente ao povo da cidade venceria. Posídon criou o cavalo,de grande utilidade e muito importante. Atena deu uma oliveira que produzia alimentos, óleo e madeira. Atena sagrou-se vencedora e a cidade recebeu o nome de Atenas. Atena desempenhou um papel importante no poema épico de Homero, a Ilíada e a Odisséia. Teve participação no julgamento de Páris, sendo uma das deusas rejeitadas, apoiou os gregos na Guerra de Tróia e atuou como padroeira de Odisseu durante toda a sua longa jornada.
Atena (ao que tudo indica), permaneceu virgem durante toda sua história, pois pediu aos Deuses Olímpicos para não se apaixonar, porque se ela tivesse filhos, teria de abandonar as guerras pela justiça e viver uma vida doméstica.
Há quem diz que Atena se envolveu com os heróis que acompanhava, e até mesmo com Ares, seu grande rival. Sendo tais boatos falsos ou verdadeiros, sabe-se que ela jamais teve romances com mulheres e jamais teve filhos com deuses, e seus romances com homens guerreiros são um mistério.
Outro julgamento importante em que teve participação especial foi no Areópago, quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas e o absolveu dando o voto de desempate – o voto de Minerva, do seu nome romano.
Deusa virginal da sabedoria, da inteligência, da paz e da guerra, protetora da vida política, das ciências e artes, e também da habilidade manual, identificada com a antiga divindade italiana Minerva, protetora de Roma, dos artesãos, poetas, professores e médicos, a partir do terceiro século a.C. Filha de Zeus com Métis, sua primeira esposa, saiu da cabeça de Zeus, já adulta e completamente armada para a guerra. Seu pai receoso depois advertido por sua avó Gaia de que Métis lhe daria um filho e que este o destronaria, assim como ele destronara Cronos e, este, Urano, utilizou-se de um ardil, convencendo sua esposa a se transformar em um animal diferente. Métis, imprudente, transformou-se em uma mosca e ele aproveitou a oportunidade e a engoliu. Entretanto, Métis já estava grávida e a gestação passou para a cabeça de Zeus. Um dia Zeus sentiu uma forte dor de cabeça e Hefesto, o deus ferreiro e do fogo, abriu-a com um machado a pedido do próprio Zeus, de onde ela saiu já adulta, com elmo, armadura e escudo. Ela tornou-se a favorita do pai e junto com ele dividia o poder das tempestades e dos relâmpagos e usava a Aegis, o escudo com a cabeça de Medusa. Tornou-se a deusa mais poderosa, ensinou aos homens praticamente todas atividades, como caça, pesca, uso de arco-e-flecha, costurar e dançar. Obteve várias vitórias sobre Ares, o deus da guerra e seu grande rival, e venceu Poseidon na competição para a posse da cidade de Atenas que ganhou o seu nome. Ela era a deusa do trabalho, como também das artes domésticas e especialmente da arte de tecer. Uma mortal, uma jovem lídia chamada Aracne, havia desenvolvido uma grande capacidade de fiar, tecer e bordar. Qualquer pessoa que a via pensava que a deusa lhe havia ensinado essa arte. Mas Aracne negava isso, pois se considerava melhor que a própria deusa. Chegou até a desafiá-la para uma competição, dizendo que pagaria a penalidade se fosse vencida. Ao ouvir isso, e a deusa ficou descontente e tomando o aspecto de uma anciã, ela visitou Aracne e avisou-a que era melhor desafiar outras mulheres e pedir perdão a deusa por sua impudência. Como Aracne não se conformou, elas começaram a competição. Ela teceu a cena de sua competição com Poseidon, na presença dos doze deuses do Olimpo. Poseidon acabava de criar o cavalo e Atena a oliveira. Nos quatro cantos de sua peça havia cenas mostrando o que acontecera com mortais que haviam desafiado os deuses no passado. Mas a desafiante não desistiu do duelo e teceu cenas mostrando os erros e as falhas dos deuses. Seu trabalho era bem feito, mas, enquanto avançava, apareciam cada vez mais insultos contra os deuses. Irritada, a deusa bateu o tecido com sua lançadeira e cortou-o em pedaços. Tocou Aracne na testa fazendo-a entender a extensão da ofensa que havia cometido, que de tão envergonhada acabou se enforcando. A deusa disse-lhe que podia continuar vivendo, mas para que ela aprendesse a lição, seus descendentes deveriam continuar pendurados. Assim, foi transformada em aranha, sempre fiando a linha pela qual permaneceria suspensa e, assim, até hoje o nome que designa a aranha em grego é aracne. Também grafada como Palas Atená, freqüentemente é associada a um escudo de guerra, à coruja da sabedoria ou à oliveira. Segundo Homero, desempenhou um papel importante apoiando os gregos na Guerra de Tróia e teve participação no julgamento de Páris. Também teve importante participação no julgamento de Areópago, quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas e o absolveu dando o voto de desempate, o famoso voto de Minerva, seu nome romano.
