Respostas do Questionário


01. A religião muçulmana, que contribuiu para unificar os povos de origem árabe e lhes forneceu amparo espiritual ao longo de sua expansão:

c) Retirava sua orientação dos textos considerados sagrados, contidos no Corão.

02. O Império Islâmico, que dominou grande parte do mundo medieval, chegou a alcançar um notável desenvolvimento científico. Para que isso acontecesse, muito contribuíram os conhecimentos que sobreviveram de uma civilização anterior. Que civilização foi essa?

c) Grega

03. A pregação de Maomé fez-se inicialmente em Meca, e atemorizaram os coraixitas, guardiões da Caaba e beneficiados com o comércio caravaneiro. A principal preocupação de Maomé foi:

d) Desenvolver uma doutrina que promovesse a unificação religiosa, favorecendo a unidade política, necessária para superação das grandes dificuldades dos árabes.


04) O que é Hégira?


c) a fuga de Maomé de Meca para Medina;

(05) Em 711, os muçulmanos atravessaram o Estreito de Gibraltar e conquistaram quase toda a Península Ibérica. Depois transpuseram os Pireneus e entraram na Gália, mas foram derrotados em 732 por Carlos Martel na famosa Batalha de:

b) Poitiers

06. A rivalidade entre Meca e Iatreb era:

c) econômica e religiosa

07) Existe uma regra religiosa, aceita pelos praticantes do judaísmo e do islamismo, que proíbe o consumo de carne de porco. Estabelecida na Antiguidade, quando os judeus viviam em regiões áridas, foi adotada, séculos depois, por árabes islamizados, que também eram povos do deserto. Essa regra pode ser entendida como:

(E) uma crença antiga de que o porco é um animal
impuro.

08) A respeito do islamismo e dos países preponderantemente islâmicos, considere as afirmativas abaixo.

1.O mundo islâmico, além dos povos árabes, é constituído também por sociedades africanas, da Ásia Central e do Sudeste Asiático.
2.A revolução xiita de 1979, que depôs o ditador Reza Pahlevi, ocorreu no Irã.
3.Na guerra Irã-Iraque, o ditador Saddam Hussein contou com o apoio dos Estados Unidos e da União Soviética.
4.Em virtude do universalismo do Islã, não existem mais diferenças étnicas ou religiosas dentro da comunidade muçulmana.
Assinale a alternativa correta.


E) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.


09) Quais são os cinco pilares do Islamismo?

1º - A Fé: Não há outra divindade além de Deus e Muhammad é Seu Mensageiro. Esta declaração de fé é chamada de chahada, uma fórmula simples que todo crente pronuncia. Em árabe, a primeira parte é: La ilaha illal-lah, (não há outra divindade além de Deus). A segunda parte da chahada é:Muhammad Rassul Allah, (Muhammad é o Mensageiro de Deus). Uma mensagem de orientação, que veio por intermédio de um homem como nós mesmos.

2º - A Oração: Salat é o nome das orações obrigatórias que são praticadas cinco vezes ao dia, e constituem um elo direto entre o adorador e Deus. As orações são dirigidas por uma pessoa com instrução, que conhece o Alcorão, escolhido pela comunidade. Essas cinco orações diárias contêm, versículos do Alcorão e são recitados em árabe, a linguagem da Revelação, mas as súplicas pessoais podem ser feitas no idioma de cada um. As orações são praticadas na alvorada, ao meio-dia, no meio da tarde, ao crepúsculo e à noite, e assim determinam o ritmo do dia todo. Apesar de ser preferível praticar a oração em conjunto, numa mesquita, o muçulmano pode orar em qualquer lugar, tal como no campo, escritório, na fábrica e universidade, desde que estes locais estejam limpos.

3º - Az-Zakat: Um dos mais importantes princípios do Islam é que todas as coisas pertencem a Deus, e que a riqueza, portanto, está confiada aos seres humanos. A palavra zakat significa tanto "purificação" como "crescimento". Nossas posses são purificadas com a separação de uma parte delas para os necessitados e, a exemplo da poda das plantas, o corte equilibra e estimula novos crescimentos. Cada muçulmano calcula individualmente o seu próprio zakat. Na maioria dos casos isso envolve o pagamento de dois e meio por cento do capital da pessoa. A pessoa piedosa deve também dar tanto quanto possa como caridade(sadaka), e fazê-lo preferivelmente em segredo. Apesar dessa palavra poder ser traduzida como "caridade voluntária", tem um significado mais amplo.

4º - O Jejum:Todo ano, durante o mês de Ramadan, todos os muçulmanos jejuam, desde a alvorada até ao pôr-do-sol, abstendo-se da comida, bebida e das relações sexuais. Aquele que estiver doente, for idoso, ou em viagem, e à mulher grávida ou amamentando é-lhes permitido quebrarem o jejum e jejuarem o mesmo número de dias em outra época do ano. Se houver incapacidade física para fazê-lo, devem alimentar uma pessoa necessitada para cada dia não jejuado. As crianças começam a jejuar (e praticar as orações) a partir da puberdade, apesar de muitos começarem mais cedo, o jejum é um método de purificação pessoal. Ao privar-se dos confortos mundanos, mesmo por um período curto, o jejuador adquire verdadeira fé e ao mesmo tempo desenvolve a sua vida espiritual.

5º - A Peregrinação: A peregrinação anual a Makkah (hajj) é uma obrigação somente para aqueles que são física e financeiramente capazes de empreendê-la. Apesar de Makkah estar sempre cheia de visitantes, o hajj anual começa no décimo segundo mês do calendário islâmico; assim o hajj e Ramadan caem algumas vezes no verão, outras no inverno. Os peregrinos vestem roupas simples que eliminam as distinções de classes e cultura; assim todos ficam iguais perante Deus. Os rituais do hajj foram instituídos por Abraão, incluindo o circungiro da Kaaba por sete vezes, e o percorrer sete vezes a distância entre os montes Safa e Marwa, como fez Hagar durante a sua procura por água. Então, os peregrinos se põem em pé no vasto vale de Arafat e se juntam em oração para pedir o perdão a Deus.


10)Escreva um texto sobre o legado deixado pelos muçulmanos nas várias areas do conhecimento?


Durante o século VI, os muçulmanos herdaram a tradição e o conhecimento científico da antiguidade. Preservaram, elaboraram, fizeram uma releitura e, finalmente, passaram-na para a Europa. Foi nessa época que a dinastia omíada manifestou seu interesse pela ciência. Foi o século que para os muçulmanos da descoberta científica e do desenvolvimento. Os árabes desse tempo assimilaram o conhecimento persa e a herança clássica dos gregos, adaptando-os às suas próprias necessidades e formas de pensamento.
Pela primeira vez na história da humanidade, a teologia, a filosofia e a ciência puderam ser harmonizadas em um todo unificado, graças à capacidade islâmica de conciliar o monoteísmo com as provas da ciência, ou mais adequadamente, a fé com a razão. Talvez por causa dessa crença é que as contribuições do Islam à ciência alcançaram os diversos ramos do pensamento, inclusive a matemática, a astronomia, a medicina e a filosofia.
Palavras como "algebra" e "algorítimo" foram, na verdade, tiradas do vernáculo árabico e traduzidas para o latim. Foi um matemático muçulmano que formulou, explicitamente, a função trigonométrica O "zero" e os algarismos arábicos são a base da ciência dos cálculos, conforme é conhecida hoje.
No início do século IX, cálculos matemáticos estimulavam o desejo de repostas para o movimento celeste. Esta curiosidade introduziu um novo campo no conhecimento humano, o da Astronomia. Uma das aplicações mais importantes da Astronomia é o cálculo para o horário das cinco orações diárias, que todo muçulmano faz. O magnífico relógio do sol foi inventado pelos mulçumanos.
Ibn Sina, mais conhecido como Avicena, recebeu o título de "Príncipe da Medicina". Ele é um dos maiores nomes da história da Medicina. Classificou as causas e os sintomas das doenças. Dizia que as doenças são causadas por um desequilíbrio das quatro qualidades elementares do corpo: calor, frio, húmido e seco. Elas são provocadas por uma composição, ou conformação, defeituosa das partes do corpo, que provocam o trauma. A causa das doenças está ligada ao ambiente e à psicologia. Entre elas, está o tradicional esquema das doenças "não naturais", oriundas do ar, do excesso ou falta da alimentação e da bebida
Avicena também era filósofo. A Filosofia naquele tempo era definida como o conhecimento da causa verdadeira das coisas. Ele foi o primeiro árabe a criar um sistema filosófico que é completo. De seus estudos iniciais da Lógica ele se voltou para o estudo da Física e da Metafísica, por sua própria iniciativa. Tornou-se mentor de muitos físicos, e aos dezoitos anos dominava a Lógica, a Física e a Matémática, e não havia nada mais que ele pudesse aprender a não ser concentrar-se na Metafísica.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010 às 17:11 , 0 Comments

Respostas

Respostas :


1. A origem Mitológica de Roma.

Os romanos explicavam a origem de sua cidade através do mito de Rômulo e Remo. Segundo a Mitologia Romana, os gêmeos foram jogados no rio Tibre, na Itália. Resgatados por uma loba, que os amamentou, foram criados posteriormente por um casal de pastores. Adultos, retornaram a cidade natal de Alba Longae ganham terras para fundar uma nova cidade que seria Roma.

2. A origem Histórica de Roma.

Ocupada por diversos grupos humanos, entre os quais ganharia destaque o povo etrusco habitante do norte da região, muito cedo estes iniciaram um processo de expansão territorial em direção às planícies férteis da região do Lácio, encontrando resistência por parte das tribos italiotas que fundariam postos militares com a finalidade de conter o avanço dos invasores, tal iniciativa não seria capaz de conter a marcha etrusca para sempre, uma vez que o povo do norte acabaria conquistando a região e unificando as aldeias que circundavam os postos de controle, surgindo assim a urbs romana.


3. Como estava organizada a sociedade romana



ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE ROMANA

Durante a Realeza
Classes fundamentais

+ Patrícios
+ Plebeus (livres)
# Clientes
# Libertos

Patrícios

* Possuidores de riqueza (terra e gado).
* Aristocracia descendente das primeiras 100 famílias que se fixaram em Roma.
* Cada família cria descender de um Pater.
* Quando havia mais que uma família que considerava ser descendente do mesmo Pater, então pertenciam à mesma gens e usavam o mesmo nomen genitilicium.
* As gens agrupavam-se em três tribus, constituindo o Populus Romanus.

Plebeus

* Origem: povos subjugados pelos Romanos.
* Camponeses: trabalhavam nos campos dos patrícios.
* Não tinham direito a:
o Intervir na vida pública (participar numa assembleia popular ou ascender a sacerdote).
o O seu casamento não era legal e não podiam prestar culto familiar.



Clientes

* Não tinham direitos como os plebeus.
* Não trabalhavam, eram ociosos e habitavam a cidade.

Libertos

* Escravos a quem era concedida a alforria ficando, porém, subordinados ao patrão (de quem recebiam o nome).
* Não tinham direito ao casamento.
* Trabalhavam por conta própria e os seus filhos eram livres.

Durante a República


. As classes fundamentais mantinham-se, porém, havia agora a diferenciação entre cidadãos (patrícios e plebeus) e não cidadãos (libertos e escravos).

. Para pertencer ao populus Romanus era necessário ter a cidadania ius ciuitatis.

. Dentro dos cidadãos havia:

* Cidadãos de primeira ‘ciuis optimo iure’ – naturais de Roma.
* Cidadãos de segunda ‘ciuis minuto iure’ – naturais de outra província da Itália.

. O cidadão romano tinha vários direitos: de exercer o voto, de ser eleito para cargos públicos, de casar, de recorrer à assembleia popular para dirimir um processo, de intentar uma acção judicial para fazer valer os seus direitos.

. Também tinha vários deveres: de se apresentar em recenseamento e de prestar serviço militar.

. A certa altura, os cidadãos foram estratificados em cinco grupos. Os cidadãos mais ricos prestavam serviço militar a cavalo – vieram a chamar-se equites (cavaleiros).
Homines Noui

Homens mandados para a Grécia para se instruírem nas letras, da oratória e da filosofia para encetarem uma carreira política em Roma. Eram mal vistos pela nobilitas (nobreza de sangue identificada com o Senado).


CONFLITO entre Senadores ‘ordo senatorius’ e Cavaleiros ‘ordo equester’.
Durante o Império


Classes fundamentais:

* Cidadãos (ordem senatorial, ordem equestre e plebeus mais pobres).
* Não cidadãos (libertos e escravos).

Ordo Senatorius

* Nobreza apenas honorífica:
o Conserva a seu cargo as antigas magistraturas esvaziadas de poder.

Ordo Equester

* Nobreza oficial:
o Detentora das novas magistraturas do poder imperial.
o Praticante do comercio em grande escala.
o Responsável de obras públicas.
o Cobradora de impostos.

Cidadania

* Roma concede o direito de cidade a todas as cidades do Império.
* As alforrias dos escravos são cada vez mais constantes, logo, os Imperadores proíbem que um amo liberte mais de cem escravos

Consequência

* No séc. II, cerca de 80% dos cidadãos romanos eram descendentes de escravos.
Fonte(s):


4.A estrutura do poder em Roma durante os períodos monárquico e republicano.

Durante o período republicano, Roma transformou-se de simples cidade-estado em um grande império, voltando-se inicialmente para a conquista da Península Itálica e mais tarde para todo o mundo da orla do Mar Mediterrâneo.
Como a expansão romana provocou profundas transformações na vida econômica, social e política de Roma, dividiremos esse período em duas fases: a primeira, que se estende até o século III a.C., identificada com a conquista da Península Itálica; e a segunda, que corresponde à formação do poderoso império mediterrâneo.

As origens da monarquia são imprecisas, se bem parece claro que foi a primeira forma de governo da cidade, um dado que parece confirmar a arqueologia e a lingüística.
Durante esse período o rei acumulava as funções executiva, judicial e religiosa, embora seus poderes fossem limitados na área legislativa, já que o Senado, ou Conselho de Anciãos, tinha o direito de veto e sanção das leis apresentadas pelo rei. A ratificação dessas leis era feita pela Assembléia ou Cúria, composta de todos os cidadãos em idade militar. Na fase final da realeza, a partir do fim do século VII a.C., Roma conheceu um período de domínio etrusco, que coincidiu com o início de sua expansão comercial.


5.O que foram as Guerras Púnicas.

As Guerras Púnicas foram três conflitos entre Roma e Cartago, a grande cidade africana fundada pelos Fenícios. O seu nome, temorigem em "Punus", nome latino para os cartagineses. Estas guerras foram provocadas por rivalidades comerciais no Mediterrâneo.
A Primeira ( 264 - 241a.C. ) deveu-se a uma questão relacionada com o controlo da Sicília. Os Romanos, venceram e transformaram a Sicília na sua primeira província.
A Segunda ( 218 - 201a. C. ) surgiu causada pelo ressentimento Romano na expansão de Cartago em Espanha e com a destruição de Sagunto (aliada de Roma), pelo general cartaginês Aníbal. Este, respondeu ao desafio romano invadindo Itália, onde permaneceu até 204 a. C.. Enquanto aí estava, o general romano Públio Cornélio Cipião, invadiu a Espanha e expulsou os cartagineses. A guerra teve o seu terminus depois da destruição do exército cartaginês na Batalha de Zama no Norte de África.
A Terceira (149 - 146 a. C.) deu-se quando Cartago atacou um aliado de Roma, o rei Masinissa da Numídia Oriental. Um exército romano cercou Cartago durante dois anos. Os romanos acabaram por tomar a cidade e destrui-la.

6.DIREITO ROMANO

Direito romano é um termo histórico-jurídico que se refere, originalmente, ao conjunto de regras jurídicas observadas na cidade de Roma e, mais tarde, ao corpo de direito aplicado ao território do Império Romano e, após a queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C., ao território do Império Romano do Oriente. Mesmo após 476, o direito romano continuou a influenciar a produção jurídica dos reinos ocidentais resultantes das invasões bárbaras, embora um seu estudo sistemático no ocidente pós-romano esperaria a chamada redescoberta do Corpus Iuris Civilis pelos juristas italianos no século XI.
Em termos gerais, a história do direito romano abarca mais de mil anos, desde a Lei das Doze Tábuas (Lex Duodecim Tabularum, em latim, 449 a.C.) até o Corpus Iuris Civilis por Justiniano (c. 530 d.C.).
Os historiadores do direito costumam dividir o direito romano em fases. Um dos critérios empregados para tanto é o da evolução das instituições jurídicas romanas, segundo o qual o direito romano apresentaria quatro grandes épocas:
Divisão do Direito Romano em períodos:
• Época Arcaica (753 a.C. a 130 a.C.)
• Época Clássica (130 a.C. a 230) [o YUS vira JUS, período onde foram criadas as leis]
• Época Pós-Clássica (230 a 530)
• Época Justiniana (530 a 565) [não citada pela professora em aula]
A influência do direito romano sobre os direitos nacionais europeus é imensa e perdura até hoje. Uma das grandes divisões do direito comparado é o sistema romano-germânico, adotado por diversos Estados continentais europeus e baseado no direito romano.
Período Arcaico:
O direito era rígido, solene, primitivo, oriundo do “FAZ”. O Pater família, cidadão romano, com sua família fazia o direito para si, o marco foi: a codificação do direito vigente na lei das “XII tábuas”, de 451 a.c. até 450 a.c.
Fontes do direito na época: FAZ e costumes. O Senado foi criado no período Arcaico.
Período Clássico:
Surge o YUS, o JUS e o Direito. Temos renovação do direito por magistrados, jurisconsultos que não podiam modificar regras antigas. Surge também o pretor que pode ser: pretor urbano ou pretor perebino.
Pretor: cuida da primeira fase do processo.
Direito das gentes = Direito Internacional
O pretor era nomeado através de um edital, que se chamava “Edito do Pretor”, eram todas as leis, todas as normas que o pretor devia seguir.
O pretor urbano fazia o direito para o cidadão romano, criando o Ius Civile = Direito Civil.
O pretor perebino tratava dos estrangeiros ou os que moravam fora da cidade, criando o Yus, Jus Gentium = Direito das Gentes = Direito Internacional.
Fontes do Direito: Costumes, leis, edito do pretor e sentença dos magistrados.
Período Pós-clássico (período decadente):
O Imperador Justiniano nomeia comissão de juristas para criar a Constituição Imperial. Cria o Digesto = Pandectas juntado 50 livros (CODEX) e manda queimar todos os outros livros que existem.
O marco desse período é surgimento do Código Comentado = Codex Repetitae = Praelectiones.
Divisão do Direito Romano em Critérios:
1. Critério quanto à Forma:
Escrita: Ex.:Código, lei, edito do pretor.
Não escrita: Ex.: O FAZ, os costumes.
2. Critério quanto à Fonte:
Civil- ius civile – direito do cidadão
Honorário – Honoararium – Pretor – Direito Pretoriano
Extraodinário – Extraodinarium – Direito adptado ao modo do Imperador
3. Critério quanto à Extensão:
Ius commune – comum (atinge à todos)
Ius singulare – exceção à regra ( atinge à um)
4. Critério quanto ao Interesse:
Direito Público = Estado
Direito Privado = Cidadão (particular)
a) Ius Civile: Direito Civil
b) Ius Gentium: Direito das gentes
c) Ius Naturale: Direito Natural

Direito Romano na República
Patrício + Plebeus + Militares x Tarquino Colatino e Junio Bruto.
Poder dos Cônsules (tinham poder pouco maior que os pretores) 2 mandatos (anual) 30 dias alternados com intercesso de 6 meses. Cônsul = Ditador
•Pascata com lictores -> Machadinho com feiches de varas denominados FASCES.
Organização política – Cônsules ou Pretores
Senado nomeia 300 cônsules com poder vitalícios.
Descentralização administrativa:
1- A QUESTURA – eleitos nos comícios curiatos para administrar o Estado,idade mínima de 31 anos
2- ACENSURA (patrícios) – Eleitos nos comícios curiátos por 5 anos.
Escolhem senadores, fiscalizam os costumes.
Trabalham 18 meses.
3- A EDILIDADE – aediles plebis – plebeus com + de 37 anos para polícia, ordena o tráfego – fiscaliza o comércio (balança)
4- A PRETURA – idade de 40 anos, só faziam o trabalho de montar o processo e buscar o direito de cada um.
5- PREFEITOS DE JURISDIÇÃO – PRAEFECTI IURE DICUNDO – eram os delegados dos pretores, buscavam o direito dentro das colônias romanas.
6- GOVERNADORES DAS PROVÍNCIAS – Representam os cônsules, pró-consules (governadores das províncias, nunca chegavam a ser cônsules)
Respondam:
1) Qual a organização política da República de 510 a.c. até 27 a.c.?
Regime bastante diferente da realeza, a república romana estabelecia a eleição anual dos governantes pelo povo.
O modelo republicano romano notabilizou-se por ter a participação popular, como ponto primordial.
2) Como era o poder dos cônsules?
Cônsules eleitos tinham poderes iguais; eram como dois presidentes em regime de distribuição de trabalho, obedecendo a um certo revezamento (um deles assumia em tempo de paz e o outro em tempo de guerra) e tomando sempre as decisões em conjunto. A princípio, os dois cônsules eram magistrados únicos, com atribuições militares, administrativas e judiciárias.
3) Como era feita a nomeação?
Eleitos pelo povo, para exercerem funções executivas (função = presidente).
4) Agora na república, como trabalhavam os pretores (pretores perebinus e pretores urbanus)?
O Pretor era um magistrado romano, hierarquicamente subordinado ao Cônsul, modernamente equivalendo ao juiz ordinário ou de primeira instância.
Tinha por função administrar a justiça e era posto privativo das famílias nobres, até 337, quando os plebeus puderam acender ao cargo.
Pretor urbano, que cuidavam da cidade de Roma, e o pretor peregrino, que cuidava da zona rural e da relação com as comunidades estrangeiras.
.
5) O que era o editor do pretor?
O pretor era nomeado através de um edital, que chamava-se “Edito do Pretor”, eram todas as leis, todas normas que o pretor devia seguir.
6) Qual a diferença das leis e das plebiscitas?
Lei é um preceito comum, decisão de homens prudentes, coerção dos delitos que são praticados espontaneamente ou por alguma ignorância, garantia comum da república, e o PLEBISCITO é aquilo que a plebe deliberava por proposta de um magistrado plebeu, com por exemplo: um tribuno.
7) Qual a diferença dos costumes e das plebiscitas?
8) O que eram os editos dos magistrados?
Houveram os magistrados da fase popular romana e os magistrados romanos da fase imperial.
A medida, em que foi implantado o Poder Imperial, o Imperador passou a supremo magistrado, passando a legislar através de editos.
O “edito” da época republicana, passa a ser feito pelo Imperador, como magistrado supremo.
“Edicta” - edito do Imperador como magistrado supremo.
9) Como se deu a descentralização administrativa na República Romana?
10) O que era a lei das doze tábuas?
A Lei das Doze Tábuas (Lex Duodecim Tabularum ou simplesmente Duodecim Tabulae, em latim) constituía uma antiga legislação que está na origem do direito romano. Formava o cerne da constituição da República Romana e do mos maiorum (antigas leis não escritas e regras de conduta).
• Tábuas I e II: Organização e procedimento judicial;
• Tábua III - Normas contra os inadimplentes;
• Tábua IV - Pátrio poder;
• Tábua V - Sucessões e tutela;
• Tábua VI - Propriedade;
• Tábua VII - Servidões;
• Tábua VIII - Dos delitos;
• Tábua IX - Direito público;
• Tábua X - Direito sagrado;
• Tábua XI e XII - Complementares.

IMPÉRIO
1- Otávio Augusto  Praefectus Urbis e Praefectus Praetoril

2- Diocleciano  Organização Política, Senado e Imperador:
Lei do imperador, decretos, cartas, senatus consultus.
Direito das Pessoas:
Pessoa = Per sonare = Mascara
Pessoa – Status civitatis – família
Status libertatis
Capitis diminutio - Máximo: preso pertetuo
- Medio: um prazo
- Mínimo: casar
Escravo e Res:
Direito  Pelo nascer
Fato  Prisioneiro de guerra
Para as minas / Prisioneiros
Insolvente (devia e jamais teria dinheiro para pagar)
Se não declarasse no senso, virava escravo
Desertor (soldado que fugia da guerra)


7. Imagens

O Império Romano é a fase da história da Roma Antiga caracterizada por uma forma autocrática de governo. O Império Romano sucedeu a República Romana que durou quase 500 anos (509 a.C. – 27 a.C.) e tinha sido enfraquecida pelo conflito entre Caio Mário e Sulla e pela guerra civil de Júlio César contra Pompeu.[4]

Muitas datas são comumente propostas para marcar a transição da República ao Império, incluindo a data da indicação de Júlio César como ditador perpétuo (44 a.C.), a vitória de seu herdeiro Otaviano na Batalha de Áccio (2 de setembro de 31 a.C.), ou a data em que o senado romano outorgou a Otaviano o título honorífico Augusto (16 de janeiro de 27 a.C.).[5]

Também a data do fim do Império Romano é atribuída por alguns ao ano 395, com a morte de Teodósio I, após a qual o império foi dividido em pars occidentalis e pars orientalis. A parte ocidental, o Império Romano do Ocidente terminou, por convenção, em 476, ano em que Odoacro depôs o último imperador Rômulo Augusto, ou mais precisamente até a morte do seu predecessor, Júlio Nepos, que se considerava ainda imperador (a assim era considerado por seu par oriental). Já o Império Romano do Oriente perdurou até a queda de Constantinopla pelos turcos otomanos em 1453.

Assim, Império Romano tornou-se a designação utilizada por convenção para referir ao Estado romano nos séculos que se seguiram à reorganização política efectuada pelo primeiro imperador, César Augusto. Embora Roma possuísse colónias e províncias antes desta data, o estado pré-Augusto é conhecido como República Romana.





O mito de Rómulo e Remo explica o aparecimento da cidade de Roma, que teria sido erigida no local em que uma loba encontrou dois bebés e os amamentou, salvando-lhes a vida. Estes eram filhos de Deus Marte e de uma sacerdotisa e deveriam herdar o reino de Alba; contudo foram lançados ao rio por um rival. Em adultos decidiram construir Roma no local onde a loba os tinha encontrado, mas na luta pelo poder da cidade Rómulo matou Remo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010 às 17:49 , 0 Comments

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Mitologia Grega

Introdução

Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos.

Portanto, para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral.

Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga. São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.

Entendendo a Mitologia Grega.

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas das mais diversas. Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler os sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre as coisas que estavam acontecendo e também sobre o futuro. Quase sempre, a pitonisa buscava explicações mitológicas para tais acontecimentos. Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material. Um trabalhador do comércio, por exemplo, deveria deixar o deus Hermes sempre satisfeito, para conseguir bons resultados em seu trabalho.

Os principais seres mitológicos da Grécia Antiga eram :

- Heróis : seres mortais, filhos de deuses com seres humanos. Exemplos : Herácles ou Hércules e Aquiles.
- Ninfas : seres femininos que habitavam os campos e bosques, levando alegria e felicidade.
- Sátiros : figura com corpo de homem, chifres e patas de bode.
- Centauros : corpo formado por uma metade de homem e outra de cavalo.
- Sereias : mulheres com metade do corpo de peixe, atraíam os marinheiros com seus cantos atraentes.
- Górgonas : mulheres, espécies de monstros, com cabelos de serpentes. Exemplo: Medusa
- Quimeras : mistura de leão e cabra, soltavam fogo pelas ventas.


Atena



Αθηνά, transl. Athiná, em grego moderno, ou Athēná, em grego antigo) é a deusa grega da sabedoria, do ofício, da inteligência e da guerra justa. Há também quem grafe o seu nome como Palas Atena. Frequentemente é associada a um escudo de guerra, à coruja da sabedoria ou à oliveira.

Zeus apaixonou-se por Métis, tendo sido ela sua primeira esposa. Contudo, foi advertido por sua avó Gaia de que Métis lhe daria um filho e que este o destronaria, assim como ele destronou Cronos e, este, Urano. Amedrontado, Zeus resolveu engolir Métis. Para tanto, utilizou-se de um fabuloso ardil. Convenceu sua esposa a participar de uma brincadeira divina, na qual cada um deveria se transformar em um animal diferente. Métis, desta vez, não foi prudente, e se transformou numa mosca. Zeus aproveitou a oportunidade e a engoliu. Todavia, Métis já estava grávida de Atena, e continuou a gestação na cabeça de Zeus, aproveitando o tempo ocioso para tecer as roupas da sua vindoura filha.

Um dia, durante uma guerra, Zeus sentiu uma forte dor de cabeça, e Hefesto, o deus ferreiro e do fogo, lhe deu uma machadada na cabeça, de onde Atena saiu já adulta com elmo, armadura e escudo - este coberto com a pele de Amaltéia. Atena ensinou aos homens praticamente todas as atividades, como pesca, uso de arco-e-flecha, costurar (algo que ela fazia como ninguém),dançar, e, como havia saído da mente de Zeus, sua marca é a inteligência. Atena também é muitas vezes vista segurando em uma das mãos uma pequena imagem de Niké, a deusa da vitória.

Quando Atena e Poseidon disputavam o padroado de uma cidade importante, estabeleceram um concurso: quem desse o melhor presente ao povo da cidade venceria. Posídon criou o cavalo,de grande utilidade e muito importante. Atena deu uma oliveira que produzia alimentos, óleo e madeira. Atena sagrou-se vencedora e a cidade recebeu o nome de Atenas. Atena desempenhou um papel importante no poema épico de Homero, a Ilíada e a Odisséia. Teve participação no julgamento de Páris, sendo uma das deusas rejeitadas, apoiou os gregos na Guerra de Tróia e atuou como padroeira de Odisseu durante toda a sua longa jornada.

Atena (ao que tudo indica), permaneceu virgem durante toda sua história, pois pediu aos Deuses Olímpicos para não se apaixonar, porque se ela tivesse filhos, teria de abandonar as guerras pela justiça e viver uma vida doméstica.

Há quem diz que Atena se envolveu com os heróis que acompanhava, e até mesmo com Ares, seu grande rival. Sendo tais boatos falsos ou verdadeiros, sabe-se que ela jamais teve romances com mulheres e jamais teve filhos com deuses, e seus romances com homens guerreiros são um mistério.

Outro julgamento importante em que teve participação especial foi no Areópago, quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas e o absolveu dando o voto de desempate – o voto de Minerva, do seu nome romano.

Deusa virginal da sabedoria, da inteligência, da paz e da guerra, protetora da vida política, das ciências e artes, e também da habilidade manual, identificada com a antiga divindade italiana Minerva, protetora de Roma, dos artesãos, poetas, professores e médicos, a partir do terceiro século a.C. Filha de Zeus com Métis, sua primeira esposa, saiu da cabeça de Zeus, já adulta e completamente armada para a guerra. Seu pai receoso depois advertido por sua avó Gaia de que Métis lhe daria um filho e que este o destronaria, assim como ele destronara Cronos e, este, Urano, utilizou-se de um ardil, convencendo sua esposa a se transformar em um animal diferente. Métis, imprudente, transformou-se em uma mosca e ele aproveitou a oportunidade e a engoliu. Entretanto, Métis já estava grávida e a gestação passou para a cabeça de Zeus. Um dia Zeus sentiu uma forte dor de cabeça e Hefesto, o deus ferreiro e do fogo, abriu-a com um machado a pedido do próprio Zeus, de onde ela saiu já adulta, com elmo, armadura e escudo. Ela tornou-se a favorita do pai e junto com ele dividia o poder das tempestades e dos relâmpagos e usava a Aegis, o escudo com a cabeça de Medusa. Tornou-se a deusa mais poderosa, ensinou aos homens praticamente todas atividades, como caça, pesca, uso de arco-e-flecha, costurar e dançar. Obteve várias vitórias sobre Ares, o deus da guerra e seu grande rival, e venceu Poseidon na competição para a posse da cidade de Atenas que ganhou o seu nome. Ela era a deusa do trabalho, como também das artes domésticas e especialmente da arte de tecer. Uma mortal, uma jovem lídia chamada Aracne, havia desenvolvido uma grande capacidade de fiar, tecer e bordar. Qualquer pessoa que a via pensava que a deusa lhe havia ensinado essa arte. Mas Aracne negava isso, pois se considerava melhor que a própria deusa. Chegou até a desafiá-la para uma competição, dizendo que pagaria a penalidade se fosse vencida. Ao ouvir isso, e a deusa ficou descontente e tomando o aspecto de uma anciã, ela visitou Aracne e avisou-a que era melhor desafiar outras mulheres e pedir perdão a deusa por sua impudência. Como Aracne não se conformou, elas começaram a competição. Ela teceu a cena de sua competição com Poseidon, na presença dos doze deuses do Olimpo. Poseidon acabava de criar o cavalo e Atena a oliveira. Nos quatro cantos de sua peça havia cenas mostrando o que acontecera com mortais que haviam desafiado os deuses no passado. Mas a desafiante não desistiu do duelo e teceu cenas mostrando os erros e as falhas dos deuses. Seu trabalho era bem feito, mas, enquanto avançava, apareciam cada vez mais insultos contra os deuses. Irritada, a deusa bateu o tecido com sua lançadeira e cortou-o em pedaços. Tocou Aracne na testa fazendo-a entender a extensão da ofensa que havia cometido, que de tão envergonhada acabou se enforcando. A deusa disse-lhe que podia continuar vivendo, mas para que ela aprendesse a lição, seus descendentes deveriam continuar pendurados. Assim, foi transformada em aranha, sempre fiando a linha pela qual permaneceria suspensa e, assim, até hoje o nome que designa a aranha em grego é aracne. Também grafada como Palas Atená, freqüentemente é associada a um escudo de guerra, à coruja da sabedoria ou à oliveira. Segundo Homero, desempenhou um papel importante apoiando os gregos na Guerra de Tróia e teve participação no julgamento de Páris. Também teve importante participação no julgamento de Areópago, quando julgou Orestes juntamente com o povo de Atenas e o absolveu dando o voto de desempate, o famoso voto de Minerva, seu nome romano.


Imagens

Atena


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sexta-feira, 30 de abril de 2010 às 04:55 , 0 Comments



Grecia Antiga

sexta-feira, 16 de abril de 2010 às 11:08 , 1 Comment